
Desde o apito inicial, ficou claro que seria uma final à altura da rivalidade entre os clubes. O Palmeiras entrou em campo com postura firme, linhas compactas e forte marcação no meio-campo. A estratégia montada por Abel Ferreira apostou no equilíbrio entre intensidade defensiva e transições rápidas, tentando encontrar espaços na retaguarda rubro-negra.
O jogo foi marcado por muita disputa física, divididas fortes e pouca margem para erro. O Verdão alternou momentos de pressão alta com uma recomposição bem coordenada, mostrando maturidade tática e leitura de jogo.
O título, porém, escapou em um lance de bola parada. Aos 12 minutos do segundo tempo, após cobrança de escanteio pela direita, o zagueiro rubro-negro subiu mais alto que a defesa palmeirense e cabeceou firme, sem chances para o goleiro.
Foi a única bola que entrou — e a única que bastou.
A partir daí, o Palmeiras se lançou mais ao ataque, buscando aproximações, infiltrações e finalizações de média distância, mas encontrou dificuldades para furar a forte marcação adversária.
Mesmo com a derrota, o Palmeiras sai da final com a imagem de uma equipe que sustentou desempenho competitivo, mostrou personalidade e venceu adversidades até chegar à decisão — incluindo a virada histórica na semifinal.
O Verdão jogou como finalista, representou sua torcida e deixou claro que segue entre os gigantes da América do Sul.
Com o gol de escanteio que definiu o duelo, o Flamengo conquistou seu quarto título da Copa Libertadores, tornando-se tetracampeão e consolidando-se como o maior campeão brasileiro da história do torneio.